terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A GRAVIDEZ PSICOLOGICA

A GRAVIDEZ PSICOLOGICA
Ana Maria Guimaraes Ferreira

Mais uma vez uso o espaço para falar de Madison...
Minha neta lavradora...
De uma casa grande com quintal.... para um apartamento no 13º andar.
Mudanças são sempre sofridas, mas não para ela. Adorou o espaço de uma varanda ampla onde o vento circula e o sol bate de manha com doçura...
O sobe desce de elevador parece que a delicia. É como se ela sorrisse. Mas como cachorro não sorri diria que Madison esta sempre contente, sempre de bem com a vida.
As crianças do prédio são tantas que a paparicam.. os porteiros que sempre brincam com ela quando ela passa altiva pela portaria em direção a rua onde vai passear.
Caminha ao lado do meu genro sem guia e obedece a pequenos comandos. Mas acreditem só com ele. Minha filha diz deitar e ela senta, diz sentar e ela rola..... Se vai com ela descer é uma luta quer carregar a dona puxando-a através da guia.
No mês passado o veterinário que a doou pediu a minha filha para levar Madison para adestrar segundo ele estava na hora e que iria levá-la numa exposição para São Paulo, pois Madison filha de um lavrador com pedigree estava linda e imponente...
Minha filha cedeu aos assédios do veterinário e deixou que ele levasse Madison.
Afinal seria um mês e foi exatamente na época da mudança da casa para o apartamento.
Madison foi e voltou como sempre: abanando o rabo numa velocidade que derrubava tudo o que estivesse a sua volta.
Mas voltou mais quieta, mais tranqüila, mais adulta.
Os dias se passavam e ela não destruía mais nada.
Ia engordando a olhos vistos. Minha filha com seu jeito observador dizia:
- Essa cachorra esta grávida!
Todos diziam que não era possível, pois ela só descia com meu genro que era extremamente cuidadoso.
No dia de Natal todos reunidos e a sogra de minha filha que tinha experiência com cães (tinha criado uns três) dizia:
-Nada isso pode ser gravidez psicológica!
E minha filha não aceitava, mas deixava rolar. Passados 58 dias desde que Madison tinha ido ao “adestramento” Tatiana minha filha levou-a a outro veterinário que através da ultrasonografia descobriu que Madison estava realmente grávida de 05 filhotes.
Minha filha então decidiu: se a gravidez era psicológica (os cachorros que nasceram ontem – 05 machos) se chamariam > FREUD, YOUNG, LEWIN, WINICOTTI E PIAGET. Por sorte só nasceram machos senão teríamos MELANIE KLEIN, ANA FREUD e outras.

Agora tenho toda a Psicanálise em casa latindo sem parar

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

FELIZ ANO NOVO

Ana Maria Guimaraes Ferreira

Um novo Ano se iniciou. Cheio de mudanças, de promessas, de objetivos a serem alcançados.
As vezes fico relembrando todos os começos de outros anos e revejo sempre neles as coisas prometidas e não cumpridas e sinto a sensação ligeira de fracasso.
Mas o fracasso as vezes nos impulsiona para tentar de novo, recomeçar e la estou eu de novo fazendo e refazendo planos e objetivos .
Restaurei minha parte de leitura e agora comecei o ano lendo "A menina que roubava livros". Gostei do estilo do autor, das frases poéticas que ele transforma e nos traz de maneira adorável.
Prometi a mim mesma fazer novos amigos , ir a novos lugares, viajar e me deixar viajar tambem nos meus sonhos quem sabe transforma-los em realidade.
Me descobrir e descobrir os véus que impedem a minha visão das coisas, dos sentimentos ora doces e ora irreais.
Rever os conceitos, os valores, os amores....
Relembrar as coisas boas .Esquecer as ruins
Sonhar mais. Ter menos pesadelos.
Rir mais. Chorar menos
Ser mais irresponsável e menos crítica de mim mesma.
Viajar mais. Ficar parada num mesmo lugar menos.
Escrever mais, ler mais. Ver menos televisão.
Caminhar mais em direção as nuvens. Ficar menos na terra, na realidade .
Enxergar menos as imperfeições alheias. Olhar mais o que não é mostrado.
Enxergar o que esta escrito nas entrelinhas. Deixar de ver apenas o essencial ate porque como diz Saint Exupery, o essencial ´é invisível aos olhos, só se ve bem com o coração"
Amar menos. Deixar ser amada mais.
Abraçar menos. Ser mais abraçada.
Pedir mais. Dar menos
Sorrir mais. Franzir menos a testa.
Viver o presente. Pensar menos no futuro.
Trabalhar menos. Relaxar mais.
Visitar os filhos, a mae, os irmãos mais. Esperar visitas menos.
Ir à luta mais. Esperar que as coisas tomem rumo menos.
Desejar mais para mim e ir atras dos sonhos.
Esse é o meu desejo neste ano que começa para mim mesma.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

REENCONTROS

REENCONTROS
Ana Maria Guimarães Ferreira


Reencontrar amigos da época de faculdade e poder rir, chorar, desenterrar lembranças dos momentos felizes, das brincadeiras na saída da Universidade, dos bares onde comíamos queijo parmezon como se fosse gorgonzola e dar gostosas risadas.

Reencontrar os amigos da infância e relembrar as corridas de pique – cola, as pipas soltas ao céu, as campainhas tocadas escondidas, o Cosme Damião que só no Rio de Janeiro, tem o ar de festa solene para qualquer criança.

Reencontrar um alguém especial que marcou minha adolescência, minha maturidade, meu sonho adulto de ser feliz passado que nunca virou presente, mas me deixou cheia de pensamentos de como teria sido se tivéssemos ficado juntos...

Reencontrar-me e reconhecer em mim aquela pessoa, aquela criança que fui e apesar de ver em alguns momentos que ajo como se fosse outra, desperta dentro de mim a Ana criança, brincalhona, amiga, cheia de sonhos, de desejos não realizados, de amores não acertados.

Reencontrar lugares de lembranças tão marcantes, lugares da infância, da adolescência, da idade quase adulta e sentir no ar o cheiro doce do passado e saber que reencontros sempre são carregados de boas histórias.

Reencontrar amigos, da escola primária, da faculdade, pessoas que o tempo encarregou de afastar, pois a cada um seguiu seu rumo, escreveu e continua a escrever sua história.

Recentemente encontrei uma amiga do ginásio, onde estudávamos no Colégio Dois de Dezembro no Méier.
Foi um reencontro facilitado pelo Orkut que me deixou feliz, emocionada.
Saber que ao começar a conversar pela internet, os espaços vazios deixados pelo passado perdido, foram se completando e de repente me vi dentro da vida da minha amiga, vivendo seus amigos, sua família. , sua história.

Fotografias foram trocadas, espaços foram sendo preenchidos com as recordações, pessoas que haviam sido deixadas na memória, de repente foram resgatadas.

Vinicius já dizia: ”A é a arte do desencontro e dos reencontros.”
Às vezes a saudade é tanta que nem e-mail nem telefone resolvem é preciso mais que isso. É preciso ver, sentir, tocar. É preciso abraçar, abraçar e ser abraçado. É preciso reencontrar, antes que o tempo se torne tão longe que a morte leve para bem longe dos nossos abraços aqueles que amamos.

Por isso preciso reencontrar a saudade, a dor da partida, a alegria da volta...
Preciso sentir o cheiro do mar, que vejo tão pouco e que está tão distante, o gosto de sal na minha boca, o cheiro da saudade do tempo bom.
Preciso reencontrar =me para assim reencontrar a Deus dentro de minha alma

Olimpíadas da Dor V

Olimpíadas da Dor V
Ana Maria Guimarães Ferreira


Ia continuar meu texto de ontem mas achei que merecia um destaque a minha atuação de hoje no treinamento da Olimpíada e resolvi falar sobre isso.

Hoje foi o dia da equipe de Fisioterapia pela manhã.

O treinamento foi intenso e quando eu pensava que ia desmaiar de tanto treino eis que surge o choquinho rendentor...

Foram 20 minutos de pura redenção, de pura alegria.
No dia do choquinho sinto como se fosse massageada pelo Maguila ou seja de início o Maguila aparece e eu penso que nao vou aguentar o tranco depois volto para casa com a nítida sensação que o aparelho continua a funcionar me dando choquinhos até chegar em casa....

Ai a equipe de Ginástica entra em ação.
A professora melhor dizendo a treinadora imagina que sou capaz de fazer alongamentos, pular corda, correr, saltar e pasmem abdominais. Ela quer que eu seja capaz de fazer3 sessões de 20 abdominais.... faz-me rir.

Mal consigo após tanto alongamento me encolher pois já estiquei tudo como posso me recolher e me dobrar sobre pernas e barriga, cotovelos tocando o que meu Deus?

Dobrar ? Impossível. Alongar ate que vai mas colocar pernas sobre a cabeça só daqui a um ano e assim mesmo com muito treino.

O ciático que me desculpe mas se alongo ele me doi, se nao alongo ele doi. Cara chato esse nao sabe o que quer.

Mas vou tentando e insistindo! Já ouço os gritos da torcida:

- Vai Ana!! Vai! e eu vou.... Deus sabe como!

Para a Galera que torce por mim e ja sei que tem torcida organizada não se desesperem eu vencerei, eu trarei a medalha Olímpica de OURO se nao der trago a de BUSCOPAN mesmo......

Olimpiadas da Dor IV

Olimpiadas da Dor IV
categorias: Dia a dia
Ana Maria Guimaraes Ferreira

Provas difíceis nas Olimpíadas da dor.


Sigo treinando com o espírito de luta de quem acredita, de quem não desiste mas insiste

Já pensei que em breve serei uma tri-atleta das Olimpíadas da Dor.

Estive analisando meus treinamentos e fiquei emocionada.
Uma carga horária incrível!
O ciático vai ter que ceder e acredito que no salto a distância vou vence-lo!

Observem os horários de treinamento:

2ªs e 4ªs – uma hora e meia de fisioterapia pela manhã

3ªs e 5ªs. – uma hora de hidroginástica pela manhã

6ªs manhã – acunpuntura – inovamos agora temos ventosas e na orelha quase que um canteiro de sementes ....
2ªs,4ªs e 6ªs a noite ginástica de alongamento e abdominais – uma hora
3ªs e 5ªs a tarde – yoga- uma hora

Sobra um tempinho para caminhada pelo menos meia hora por dia.......


Continuem torcendo..... Um dia eu chego lá

OLIMPIADAS III

OLIMPIADAS III
categorias: Dia a dia





A equipe Acunpuntura inovou ontem com sementes na orelha. Inicialmente, considerei a tática boa mas ao anoitecer, o infeliz do ciático tentou dar o ar de sua graça.
Abusado esse nervo com tanta acunpuntura e fisoterapia ainda assim quer aparecer. Narcisista, safado!
Mas não dei confiança e despertei cedo porque assim ele fica sem tempo para tentar me derrubar em algum saque nas estrelas ou quem sabe tentando colocar a bola no cesto.
A equipe unida Acunpuntura x Fisioterapia naõ perde as esperanças do Ouro Olímpico e mesmo acordando com dor reage e parte novamente para a Luta.
Continuamos não desistimos somos como a Ana Terra - só de birra , só de raiva
OLIMPÍADAS DA DOR - CATEGORIA : CIÁTICO
Ana Maria Guimaraes Ferreira

Na luta contra o ciático estou classificada para as semi - finais!
Com muita luta e garra consegui superar a primeira prova e aparentemente estarei preparada para concorrer a Medalha de Ouro e pretendo ganhá-la.
Fiz pontos na Acunpuntura e na Fisioterapia.
Continuem torcendo